Política do Bem – A cultura local CEDAI e Itaim Festival a origem.

Em 1998 um grupo de artista se juntam para criar mudanças e ajudarem sua região de Itaim Paulista que fica na zona leste de São Paulo. Nessa época não havia muitas ações nem espaços voltado a ação cultural, era a gestão do prefeito Pita, a casa de cultura servia basicamente como deposito de cadeiras velhas da prefeitura.

Em 11 dezembro de 1988, formou-se uma fila em frente ao endereço rua padre Eustáquio, estávamos abrindo pela primeira vez no centro do Bairro o CEDAI – Centro de Desenvolvimento Artístico do Itaim com a colaboração do Artista Plastico Duílio Coutinho, o PUNY e Claudio Alexandre Baterista e militante Cultural, Anderson Ruiz, André Ruiz , Patricia Macare que nos ajudou a arrumar tudo, a fila era imensa fizemos uma grande divulgação, mais as pessoas pensavam que era uma nova unidade do SENAI, mais ainda assim muitos se inscreveram para o curso de Desenho e Graffite, Bateria como Claudião posteriormente chegou o Dinho ministrando aulas de Vilão, Baixo, Guitarra, teclado, o espaço estava a pleno vapor tudo isso graças a Sr. Ernesto que não queria alugar a casa da frente e acabou sedendo uma de suas casa e concordando com a loucura dos filhos Anderson e André Ruiz.

Em 1999, Anderson Ruiz e a turma da Cultura, decidiram criar um evento “Agente tem a Bateria as Caixas os microfones , vamos arrumar um palco e fazer um festival”, assim nasceu o Itaim Festival, nos dia 10 e 11 de abril foi realizado o primeiro Itaim Festival.

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“Só para registro, Anderson Ruiz era muito convencem te, na época tinha estava saindo do meu primeiro emprego, o Sevem Eleven na Pamplona onde trabalhava de madrugada não é que esse cara me convenceu a entrar de cabeça nesse projeto maluco, para ele tudo bem pois  era ator trabalhava com teatro infantil profissional desdo 7 anos de idade, eu ate pude participar aos 11 anos de idade como sonoplasta em uma dessas peças mais nunca subi em um palco fiquei só na parte técnica mesmo sempre foi muito técnico e ele muito Artista.

Esse casamento deu certo pois enquanto ele convencia todo mundo, sobrava para min fazer as partes mais exatas.

Fita demo na mão fechamos a programação dos dois dias, essa parte era polêmica, pois quem não entrava fica maluco com agente, por isso nunca selecionamos passávamos sempre para uma equipe de fora normalmente músicos.

Em 2000 muito empolgados com o grande sucesso, fomos chamados para fazer um protesto contra o governo que estava no poder naquele momento, todo aniversário do bairro vinha aquele mesmo povo os mesmos vereadores de sempre, e nossa casa de cultura estava as tracas, e nada se fazia deposito de cadeira mesmo, junto com o grupo de teatro Destak, a Escola Unidos de Santa Barbara diga se passagem Cassia e Nel, os alunos do CEDAI, ao fim do desfile cívico padrão no Itaim Paulista, entramos com um trator, uma cabeça aberta sangrando, a casa de cultura em maquete cheia de teias de aranha protestando o mau uso do equipamento, as placa pediam mais esporte, lazer, arte e cultura.

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